O café quente como uma boa pedida, mas cigarros como rotina, assim era a vida de Paulo. Paulo Maço. E nem preciso, nem quero, nem devo, explicar o porquê. São os cigarros, aliás, cigarro é pouco, são os maços quem fazem a rotina de Paulo. Aos olhos de quem o vê, ele está completamente mergulhado em solidão, só que pra ele não, não existe solidão, tem seus maços como companhia. Talvez o café o faça ficar acordado durante a noite, precisava digitalizar documentos, e claro, fumar. Seu café era preto, quente, sem muito açúcar, um tanto amargo, pra quem o provasse, e claro que ninguém o provaria, ninguém se atreveria a mexer no café de Paulo Maço. Paulo estava sozinho a um bom tempo, sozinho de tudo, de clientes, de família, de amigos, e morava sozinho. Como dizem, nossa casa é o reflexo de quem somos, e a de Paulo não era diferente, cheirava a cigarro, vez o outra o cheiro de café pairava janela a fora. Estava tão magro... mas de que importa, ...