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Mostrando postagens de outubro, 2014

O tempo da delicadeza.

Gosto muito de livros e filmes que retratam recomeços. Deve ser porque lá no fundo a gente esteja sempre recomeçando, mesmo que não perceba. Todos os dias estamos fazendo escolhas, decidindo voltar para casa, para os braços de quem amamos, para a vida que vivemos. Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre. Porque todo afeto é feito de pessoas. E pessoas são incompletas e imperfeitas e o amor também. Tem gente que imagina o amor como solução. Não entendeu que amor é construção. Existe um tempo em que o amor amadurece. Chico Buarque chamou esse tempo de "Tempo da Delicadeza", e definiu lindamente como o "tempo que refaz o que desfez". Não importa de que matéria é feito seu amor. Você nunca poderá controlar ou evitar que algumas lascas ou rachaduras aconteçam durante o percurso. E quando isso ocorrer, você terá duas opções: Partir ou permanecer. E é nessa hora, no instante em que você decide ficar, que o amor cria raízes. É nessa hora que você entende que entro...
  Registro do dia em que minhas lágrimas caíram e formaram um coração.    Porque a saudade não cicatriza.   E talvez  porque o sentimento e a saudade são tão certos, que até nossa alma sabe.   Morro de saudade mas acordo viva a cada novo dia.

Um pouco (pouquíssimo) sobre filósofo.

- É próprio do filósofo ser capaz de estudar tudo; - Com efeito, o filósofo é similar ao assim chamado matemático, porque essa ciência também é composta por partes; - O filósofo enuncia os princípios mais firmes de todas as coisas, e o princípio firme de todas as coisas é aquele a respeito do qual é impossível enganar-se. Metafísica, Livro IV - Aristóteles

Escritas de um conhecido...

Tirando a parte do dog e do violão, é completamente eu e como me sinto nessa tarefa de falar e escrever. Muito amor, gente! Acho curioso que quando converso pessoalmente, independente do assunto abordado ou das pessoas que estejam envolvidas no diálogo, nunca consigo expor minhas ideias com fidelidade. Além de gaguejar, inexplicavelmente fico nervoso, e intuitivamente, permito que o bom humor entre em cena de modo que disfarce todas essas falhas mentais. É basicamente como se as palavras certas evaporassem! E a única forma que consigo reprimir esses lapsos, é escrevendo. Mas me pergunto: Por que i sso ocorre? Tirei grande parte do dia de hoje para refletir sobre essa questão, e a resposta que obtive, pelo menos suficiente de saída, é aparentemente simples e óbvia: Eu amo escrever, enquanto o "falar" faço apenas por pura necessidade. Escrever sem compromisso literário, tomando café com leite generosamente adoçado, ouvindo música suave, com o dog cochilando colado à m...