Eu sempre gostei muito de escrever, desde pequena já escrevia e me arriscava a ilustrar livros. Criava livros, personagens e histórias. Fui crescendo, e comigo uma escrita triste andava á espreita, junto com meus contos que nem sempre acabavam felizes. Cresci mais um pouco e parei de escrever. E entrei na faculdade de Filosofia e de repente não conseguia mais escrever em uma linguagem em que todos entendessem. Era uma escrita difícil, seca, que só pessoal da Academia entendia. Era uma escrita filosófica e todos os meus textos se tornaram assim. Saí da Filosofia, entrei pra Pedagogia, e senti que mais uma vez, a minha escrita tinha que mudar, tinha que ser mais leve. Tive que voltar a aprender a escrever. Desde a Filosofia eu sentia falta de uma escrita que eu chamava pra mim mesmo de afetiva. E na Pedagogia, eu consegui soltar essa escrita. Eu já conhecia Ana Holanda, e pesquisei mais por vídeos e livros dela e vi que essa escrita afetiva realmente existe. Comecei a escrever afet...
Tem frio, que a gente nem sente. E quem sente, sente frio demais. Tem flor, que a gente nem sente o cheiro. E quem sente, sente. Tem chocolate que fica um gosto bom na boca. E há quem nem sente. Tem gente que sente por tudo. Outros que não sentem por nada. Qual seria o meio termo do sentir? Meio que sinto? Não dá pra sentir pela metade. Ou sente, ou não sente. Sentir não tem problema. É ser vulnerável. Tem gente que é vulnerável. E tem gente que nem vê. Tem coisa que é pra ser sentida, Sentida mesmo, do verbo sentir. Mas, tem quem não sente. É que na verdade, ninguém vê. É que ninguém vê. Ninguém vê. Vê!