Levantou, fez um coque no cabelo. Olhou para a cama e pensou em arrumar, mas saiu do quarto já com bastante cheiro de lágrima. Lágrima tem cheiro. Cheiro do-que-eu-queria-que-fosse-e-não-é.
Foi ao banheiro escovar os dentes, ficou parada se olhando no espelho, mas seus pensamentos estavam em outro mundo, até o cheiro do café penetrar o banheiro. A cafeteira encheu demais, caiu gotas de café pelo chão. Não importava, não importava mais.
Helena chegou a pensar um dia que o mundo era dela, mas não era. Mas quando o café caiu no chão, ela lembrou o que mais queria esquecer: alguém que não existe mais naquela casa. A cafeteira não precisava mais ficar cheia. Mas já faziam 4 meses. É tempo de se acostumar.
Sentou na mesa com uma xícara de café preto, e agora ela não adoçava mais, porque a vida não era mais doce, e comeu uma bolacha de água e sal. E talvez a vida seja isso: água e sal. Naquele momento a vida estava salgada demais para engolir as coisas, precisava de muita água pra tomar, assim como muitas decisões.
Levou uma maça para o trabalho e almoçou ela.
Na volta pra casa, passou por uma padaria, um cheiro tão bom de café e pão novinho. Entrou. Notou como as pessoas a olhavam. Pediu um café preto, sem açúcar. Pediu um bolo de chocolate com calda de ganache, muita calda. Gostou do bolo, e percebeu como a vida poderia ser doce de novo, só dependia dela. Foi até simpática com a moça que entregou seu café.
Encontrou o doce do bolo em outras coisas da vida, porque temos que ir em busca do doce que queremos, podemos querer doce, mas pra cada momento um doce, e não vale a pena forçar um doce que você não quer; hoje Helena sabe disso. Todo dia ela leva uma fatia de bolo pra casa. Toma seu café sozinha, e na medida, sem transbordar. O que transborda em Helena é ela mesma.
O doce da vida, é um bolo de chocolate com cobertura de ganache infinito, pode comer que não faz mal, no final do dia, no começo da manhã, de tardezinha quando o sol ainda tá lá.
Lembra sobre o mundo ser de Helena? Hoje todos os doces são dela!
Foi ao banheiro escovar os dentes, ficou parada se olhando no espelho, mas seus pensamentos estavam em outro mundo, até o cheiro do café penetrar o banheiro. A cafeteira encheu demais, caiu gotas de café pelo chão. Não importava, não importava mais.
Helena chegou a pensar um dia que o mundo era dela, mas não era. Mas quando o café caiu no chão, ela lembrou o que mais queria esquecer: alguém que não existe mais naquela casa. A cafeteira não precisava mais ficar cheia. Mas já faziam 4 meses. É tempo de se acostumar.
Sentou na mesa com uma xícara de café preto, e agora ela não adoçava mais, porque a vida não era mais doce, e comeu uma bolacha de água e sal. E talvez a vida seja isso: água e sal. Naquele momento a vida estava salgada demais para engolir as coisas, precisava de muita água pra tomar, assim como muitas decisões.
Levou uma maça para o trabalho e almoçou ela.
Na volta pra casa, passou por uma padaria, um cheiro tão bom de café e pão novinho. Entrou. Notou como as pessoas a olhavam. Pediu um café preto, sem açúcar. Pediu um bolo de chocolate com calda de ganache, muita calda. Gostou do bolo, e percebeu como a vida poderia ser doce de novo, só dependia dela. Foi até simpática com a moça que entregou seu café.
Encontrou o doce do bolo em outras coisas da vida, porque temos que ir em busca do doce que queremos, podemos querer doce, mas pra cada momento um doce, e não vale a pena forçar um doce que você não quer; hoje Helena sabe disso. Todo dia ela leva uma fatia de bolo pra casa. Toma seu café sozinha, e na medida, sem transbordar. O que transborda em Helena é ela mesma.
O doce da vida, é um bolo de chocolate com cobertura de ganache infinito, pode comer que não faz mal, no final do dia, no começo da manhã, de tardezinha quando o sol ainda tá lá.
Lembra sobre o mundo ser de Helena? Hoje todos os doces são dela!
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