Na República, de Platão, Sócrates compara os cidadãos comuns a um grupo de prisioneiros confinados numa caverna. Tudo o que veem é o movimento das sombras na parede, um reflexo de objetos que não podem apreender. Apenas o filósofo nesse relato, pode sair da caverna para a luz do dia, sob o qual vê as coisas como realmente são. Sócrates sugere que, tendo vislumbrado o sol, apenas o filósofo é capaz de governar os habitantes da caverna, se ele, de alguma forma, puder ser induzido a voltar para a escuridão onde vivem. Para captar o sentido de justiça e da natureza de uma vida boa, Precisamos nos posicionar acima dos preconceitos e das rotinas do dia a dia. Os clamores dos que ficaram na caverna devem ser levados em consideração. Se a reflexão moral é dialética necessita de opiniões e convicções, ainda que parciais e não instruídas, como pontos de partida. A filosofia que não tem contato com as sombras na parede só poderá produzir uma utopia estéril. Justiça - Michael J. S....