Ela não tava nem aí, andava por aí, mas não na rua. Gostava de algodão doce. Algodão-doce-rosa, era o preferido. Quando chovia ela não ligava, quando tinha sol ela não ligava, ela não ligava pra nada, nada importava. Parecia feliz assim. Ela tinha um gato preto, mas não entendo porquê, ela odiava gatos. Um dia ela saiu de casa, deixou o quarto e saiu, e quando saiu, todo mundo olhou pra ela. Ela gostou dos olhares. Eu não entendi os olhares também, ela era feia, não bonita. Ela viu o menino e o menino seguia ela, ela gostava disso. Eu não entendi. Quando batiam foto com ela, ela não gostava de mostrar o rosto, era feio mesmo. Uma vez se escondeu atrás de flores, ah, sim, ficou bem melhor assim. Até o cachorro do vizinho se assustava com ela. Eu tinha pena. Pena do cachorro. Assistia Titanic e chorava sempre que assistia. Se achava insignificante, e era mesmo. Era malandra, não fazia nada. Or...