Eu não lembro em que fase estava a lua, mas não era lua cheia. A cortina era vermelha, e o teto era de madeira, fazendo contraste naquela parede azul-laranja. A luz eu não lembro se era da rua, se era da lua, de onde vinha eu não sabia. O que eu via era que batia uma luz no rosto dele, enquanto todo o quarto permanecia escuro. Uma luz iluminava o rosto dele e era lindo. E ainda mais que lindo só o sorriso dele. E ele sorria a cada palavra minha, a cada elogio meu ele sorria. A cada sorriso meu escondido pelo escuro da noite, era um sorriso dele que ia ficando cada vez mais largo, mais iluminado, mais feliz. E a paz que eu sentia eu não descrevia, sentir era tudo o que eu conseguia. Nem em folhas de papel em branco eu conseguiria descrever, porque a paz naquela hora era a cor que me faltava, era o colorido que eu não via, era apenas a paz, o branco, e o sorriso dele, tudo num só. Se explicar pra mim ele não precisava e nem eu...