Eu não lembro em que fase estava a lua,
mas não era lua cheia.
A cortina era vermelha,
e o teto era de madeira,
fazendo contraste naquela parede azul-laranja.
A luz eu não lembro se era da rua,
se era da lua,
de onde vinha eu não sabia.
O que eu via era que batia uma luz
no rosto dele,
enquanto todo o quarto permanecia escuro.
Uma luz iluminava o rosto dele e era lindo.
E ainda mais que lindo
só o sorriso dele.
E ele sorria a cada palavra minha,
a cada elogio meu
ele sorria.
A cada sorriso meu escondido pelo escuro da noite,
era um sorriso dele que ia ficando cada vez mais largo,
mais iluminado, mais feliz.
E a paz que eu sentia eu não descrevia,
sentir era tudo o que eu conseguia.
Nem em folhas de papel em branco eu conseguiria descrever,
porque a paz naquela hora era a cor que me faltava,
era o colorido que eu não via,
era apenas a paz, o branco, e o sorriso dele,
tudo num só.
Se explicar pra mim ele não precisava
e nem eu queria.
E o sorriso iluminou completamente a minha noite.
E por falar em completamente, me completou.
E iluminou o meu coração, o meu sorriso,
e vem iluminando a minha vida.
Fico querendo o mesmo sorriso por toda a noite,
mesmo que em sonhos,
mesmo que sozinha.
Porque se a paz é contagiante,
eu diria que o sorriso dele também é,
e assim eles formam um só,
o sorriso e a paz,
a paz e o sorriso,
em sintonia perfeita, numa só pessoa.
Essa nota-poética é à você
por aquela noite incrível.
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