Por que escrevo? De onde vem minha inspiração? Em quem me inspiro? São histórias reais ou inventadas? Sobre a primeira pergunta, eu prefiro responder por último, ainda que com uma citação. Minha inspiração vem de momentos. Momentos. Não tenho uma pessoa ou objeto fixo que me faça querer escrever. São coisas de momentos, tanto vividos como imaginados, sonhados, reflexivos, ou até mesmo lidos. As histórias são de todo tipo, do meu dia a dia, de algumas pessoas, reais, inventadas, são mentiras, e até mesmo uma mistura do real com o sonhado, ou melhor, do real com o como-eu-queria-que-fosse. Minhas histórias são misturadas ao presente-passado-futuro. É tudo junto assim mesmo, nada se separa, é uma correlação com o de-tudo-um-pouco. Gosto de uma coisa que a Rachel de Queiroz diz. Ela fala que a razão de escrever parte primeiramente dela mesma: "eu existi, eu sou, eu pensei, eu senti, e eu queria que você soubesse. No fundo, é esse o grito do escritor, de todo artista. É...