Depois de um tempo, aquelas moedinhas que a gente guardava ainda estavam lá, Deus me livre se eu gastasse aquelas pequenas economias do nosso suposto casamento! Meu caderninho de coisas à fazer, e de sonhos, continuaram lá, com teu nome ao lado de alguma coisa, ou com coisas que eu planejava e saberia que só faria com você. Porque o tempo passou e eu continuei com o pensamento de que era só um tempo. Usei outros casais como referência, que ficaram anos afastados e se reencontraram.
Demorei pra esquecer, lembrava das moedinhas, dos sonhos, da minha listinha de coisas que queria fazer ao teu lado, lembrava dos sonhos que sonhamos acordados, e dos sonhos que sonhei sozinha, acordada a noite, na minha cama, pensando em nós.
Demorou pra cair a ficha, mas caiu! Caiu quando eu percebi que a saudade que eu tinha era de alguém que não existia mais, porque dessa pessoa de hoje eu não sinto saudades.
Eu fiquei pensando se alguém algum dia irá notar os teus olhos, como eu notei. Que eles ficam esverdeados no sol, ás vezes até cor de mel; às vezes quando você me olhava eu sabia o que querias, e também o que querias dizer. Ah, os teus olhos... Se alguém descobrir a mesma coisa que eu descobri, por trás deles, não te deixará ir embora. E por que eu te deixei? Bom... eu não merecia aturar algumas coisas, a gente vai acumulando coisas por muito tempo e quando vê puft, saem garganta a fora, choro a fora, palavras a fora, tapas a fora, amor a fora, desentendimentos a fora, raiva a fora.
E aí um dia eu acordei e me amei mais, muito mais. E não foi a toa que eu consegui conquistar coisas sozinha, sem precisar de você, embora eu quisesse você ali pra compartilhar os momentos felizes e as minhas conquistas, mas também você já não me ouvia mais e nem se quer se alegraria com essas conquistas, que pra você, não eram nada de importante.
Você se foi e me deixou inspiração, porque não é a toa também que escrevo textos de partida, mas não é que tudo se refira à você, é apenas inspiração, assim como esse texto não é pra você, é para as pessoas, é para mim.
Então, sabe aquelas moedinhas? Com elas comprei uma calça e um casaco, lindos de doer, sim, foram duas peças, e foram caras, me senti tão bem, gastei um dinheiro que ficaria ali mofado pra sempre. Sabe aquele caderninho com coisas ligadas a você? Risquei tudo. Vi que não ficou legal, arranquei a folha, amassei, taquei no lixo. Pra sempre. Mas peguei esse mesmo caderninho e reescrevi outros sonhos, sonhei sonhos novos, escrevi coisas futuras. E sabe aqueles casais que usei de inspiração? Não uso mais, porque já perdi as esperanças, olhei pro meu mundo e vi mesmo que os meus sonhos são muito grandes pra tua capacidade de suportar.
Hoje eu sinto um pouco de raiva de você, embora o que eu queria mesmo era não sentir nada, mas você me deixou a saudade, a tua ausência, a inspiração para os meus escritos, e a raiva. Já fui irônica e você nem percebeu, e é uma pena que você não tenha conseguido encontrar a tua paz, felicidade e liberdade, sozinho. Porque eu, meu bem, consegui tudo sozinha, sem precisar de ninguém!
Demorei pra esquecer, lembrava das moedinhas, dos sonhos, da minha listinha de coisas que queria fazer ao teu lado, lembrava dos sonhos que sonhamos acordados, e dos sonhos que sonhei sozinha, acordada a noite, na minha cama, pensando em nós.
Demorou pra cair a ficha, mas caiu! Caiu quando eu percebi que a saudade que eu tinha era de alguém que não existia mais, porque dessa pessoa de hoje eu não sinto saudades.
Eu fiquei pensando se alguém algum dia irá notar os teus olhos, como eu notei. Que eles ficam esverdeados no sol, ás vezes até cor de mel; às vezes quando você me olhava eu sabia o que querias, e também o que querias dizer. Ah, os teus olhos... Se alguém descobrir a mesma coisa que eu descobri, por trás deles, não te deixará ir embora. E por que eu te deixei? Bom... eu não merecia aturar algumas coisas, a gente vai acumulando coisas por muito tempo e quando vê puft, saem garganta a fora, choro a fora, palavras a fora, tapas a fora, amor a fora, desentendimentos a fora, raiva a fora.
E aí um dia eu acordei e me amei mais, muito mais. E não foi a toa que eu consegui conquistar coisas sozinha, sem precisar de você, embora eu quisesse você ali pra compartilhar os momentos felizes e as minhas conquistas, mas também você já não me ouvia mais e nem se quer se alegraria com essas conquistas, que pra você, não eram nada de importante.
Você se foi e me deixou inspiração, porque não é a toa também que escrevo textos de partida, mas não é que tudo se refira à você, é apenas inspiração, assim como esse texto não é pra você, é para as pessoas, é para mim.
Então, sabe aquelas moedinhas? Com elas comprei uma calça e um casaco, lindos de doer, sim, foram duas peças, e foram caras, me senti tão bem, gastei um dinheiro que ficaria ali mofado pra sempre. Sabe aquele caderninho com coisas ligadas a você? Risquei tudo. Vi que não ficou legal, arranquei a folha, amassei, taquei no lixo. Pra sempre. Mas peguei esse mesmo caderninho e reescrevi outros sonhos, sonhei sonhos novos, escrevi coisas futuras. E sabe aqueles casais que usei de inspiração? Não uso mais, porque já perdi as esperanças, olhei pro meu mundo e vi mesmo que os meus sonhos são muito grandes pra tua capacidade de suportar.
Hoje eu sinto um pouco de raiva de você, embora o que eu queria mesmo era não sentir nada, mas você me deixou a saudade, a tua ausência, a inspiração para os meus escritos, e a raiva. Já fui irônica e você nem percebeu, e é uma pena que você não tenha conseguido encontrar a tua paz, felicidade e liberdade, sozinho. Porque eu, meu bem, consegui tudo sozinha, sem precisar de ninguém!
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