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Mostrando postagens de março, 2015

Amor de verdade a gente conserta, não joga fora!

  A cada esquina se acha alguém para se apaixonar, mas ninguém para amar.   Cadê as pessoas que estão dispostas a suportar, no dia a dia, as imperfeições e que estão afim a criar problemas e, depois, resolvê-los juntas?   Está tão clichê dizer eu te amo e fazer amor (que nem pode mais se chamar de amor), que andar de mãos dadas não reflete companheirismo e um elo, mas sim, só mais duas mãos e alguns passos, que podem seguir separados.   O que mais me impressiona não é nem o fato do “felizes para sempre” estar quase que em extinção, mas a coragem que as pessoas têm de, quando não conseguirem fazer as coisas darem certo e enfrentarem dificuldades juntas, se consolarem com o simples “Não era pra ser…”.   Esses dias estava tentando resolver um cubo mágico e me irritei tão fácil que obviamente não cheguei nem na primeira lateral de cores. Fiquei pensando na quantidade de coisas na vida que deixamos passar por falta de força de vontade. Com o amor é...

Dia nacional da poesia.

  14 de março, dia nacional da poesia <3    Vai um Manoel de Barros, aí? Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira. Tem mais presença em mim o que me falta. Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou. Melhor que nomear é aludir. Verso não precisa dar noção. O que sustenta a encantação de um verso (além do ritmo) é o ilogismo. Meu avesso é mais visível do que um poste. Para ter mais certezas tenho que me saber de imperfeições. A inércia é meu ato principal. Não saio de dentro de mim nem pra pescar. Eu queria ser lido pelas pedras. As palavras me escondem sem cuidado. Aonde eu não estou as palavras me acham. Uma palavra abriu o roupão pra mim. Ela deseja que eu a seja. A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos. Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos. O artista é erro da natureza. Beethoven foi um erro perfeito...
Mas que sortuda era a Áurea! teve dois Leminskis! o adulto pai, e o pequeno o escritor, o poeta e o gênio, o destaque, o breve, o intelectual de alma grande. Me refiro à poesia e à música presente,  as duas, juntas. Num só ritual. Caetano Velozo a parte,  por toda a parceria digna e dita, "existe alguém em nós, e muitos dentro de nós, esse alguém que brilha mais do que milhões de sóis, e que a escuridão conhece também"; e a outra parte palavras,  palavras, palavras e palavras. Com e sem sentido, mas faladas e disfarçadas tão poeticamente. Porque a poesia é Leminski, e Leminski é a poesia, é a música, é a literatura, é e apenas é. Tanto que nessa brincadeira de falar de Leminski, faz-se poesia. Onde tem Leminski tem poesia, assim mesmo, repetidamente. E que amor literário maior do que poesia?! Nesse jogo de palavras, nessa busca finda pelo azul do céu, nessa felicidade não-contida de se ler, e de se expressar poeticamente. E essa é pra te dizer, p...
Aí a sua vida muda, você perde algumas necessidades. Você se apaixona por Leminski, por outras músicas, por outras pessoas, por outros tipos de comida, por outros lugares. Aí você muda o corte de cabelo, e ele fica curto, curto como toda a tristeza cortada da sua vida. Tão curto que fica encaracoladamente-curto. Encaracolado como aquelas fitinhas de presente, que enfeitam todo o pacote. E você pensa em cada vez mudar mais. Como é bom mudar, e como os outros ares são realmente bons também. Bons o suficiente para que sejam melhor do que todos os outros. Sua vida fica corrida, você trabalha o dia todo e começa realmente a "ralar", e estuda de segunda a sábado, e nesse meio tempo, com as correrias do dia a dia, do nada perde 9 kg, e ganha 10 de satisfação pessoal, e já não tem tempo pra algumas coisas, nesse meio tempo, do nada conhece pessoas maravilhosas, nesse meio tempo quando você vê consegue se doar de novo Abre aquela janela pro amor, mas apenas u...

Venha o que vier.

  Eu me sinto feliz como nunca estive, graças a toda a força de vontade, a persistência e determinação, a dedicação e o foco, e acima de tudo, a fé na vida, reconhecida não só por mim, mas por quem vem caminhando junto comigo.   Cresci como pessoa e como eterna estudante de Filosofia e amante da escrita. Cresci e mudei. Porque pra dá um passo a frente, é preciso deixar algumas coisas pra trás, meti o pé e fui, e a escolha foi certa. E os resultados foram excepcionais. Quando eu percebi, os meus sonhos estavam sendo realizados,  e eu precisava sonhar sonhos novos.   E eu me apaixonei cada vez mais pela minha vida, desse mesmo jeito quando se dá borboletas no estômago. E então eu me surpreendi comigo e com a minha capacidade, talvez a de conseguir sozinha, talvez por ter as melhores pessoas do meu lado.   Quando você se torna o seu próprio ponto de apoio o mundo lá fora não te abala mais, venha o que vier!   Talvez o  segredo seja a solidão. Não sei ...
  Seu coração é um barquinho num oceano de lembranças, ora passeando por águas calmas, ora se perdendo em lágrimas turbulentas. Então deixe o inverno passar e levar seu barquinho para águas que você não conhece ainda. Navegue um pouco sem rumo, mas sempre em frente.   Vai navegando sua vida porque somente você pode completá-la. Assista a filmes, mesmo sozinho, e saia para passeios por aí com você mesmo. Seja feliz com o que você tem até não precisar ter ninguém. Livre-se de conve nções sociais que ditam que temos que ter alguém. Acredite, é bem melhor estar só do que ser amado pela metade.   Não que seja fácil, mas pode se tornar uma viagem e tanto. E quando um dia você se ancorar em uma nova praia, e o calor dessa areia amanhecida aquecer a sua alma e a brisa suave que vier das ondas do amar te beijar, você saberá… É o amor sendo escrito nos versos da vida que dois corações navegantes decidiram compartilhar.              ...