... na verdade, eram os passos Dele. Era Ele que os vizinhos viam entrando na casa. Mas ela não sabia disso, ele ficara totalmente dependente dela, mesmo ela não sabendo.
A cozinha era uma bagunça, tudo na casa era. Então quando Ele descobriu que seus pais atormentavam-a, ele retornava mesmo assim, mesmo quando subia ao andar de cima e o Pai dela tentava impedi-lo de subir, que era onde havia ainda mais barulho de panelas, que não deixava ela dormir. Mas Ele era esperto, sabia que ao acordar ela tomaria seu calmante. Ele dopava-a. Ela dormia num sono profundo, e assim, Ele poderia aproveitar-se dela, tocá-la quando bem quisesse, acariciava seu rosto, sentia seu cheiro, passava a mão nas partes íntimas, pensava em abusa-la sexualmente mas não o fez. A essa altura, Ele era quase doentil, ou totalmente, não se sabe.
Mas sabe aquela segunda feira fria em que ela acordou e foi à rua? Ele resolveu segui-lá, como sempre. Mas dessa vez, pra falar com ela.
Foi correndo na direção dela, puxou-a pelo braço, e olhou fixamente dentro do olhos.
E disse: - Bom dia, minha flor.
E a entregou uma flor.
Ela sem reação, respondeu seu bom dia, aceitou a flor e continuou andando, em passos lentos, olhando para trás e vendo ele ficar cada vez mais distante.
Lembra-se então que era Ele, ficou incomodada com aquilo. Foi correndo pra casa, e só ela sabe o quanto desejou-o ali com ela, entrelaçados naquele colchão solitário.
Ele entra em casa com ela, carregando-a no colo, depois de uns bons drinks. Ela gargalha alto, tropeça em algumas panelas, gargalha de novo, Ele só observava. Levou-a para o andar de cima, ela estava com cede, cede dele, cede do corpo dele, ansiava pelo sexo dele, só pensava em jogá-lo na cama e fazer o que bem quisesse. E assim o fez. Beijou-o loucamente antes de caírem no colchão, tiraram as roupas com pressa, como se o mundo pudesse acabar naquele momento. Fizeram carícias, beijaram-se prolongadamente, e depois... depois vocês já bem sabem...
Os lençóis ficaram molhados, de suor. Ela acorda ofegante, e Ele? Onde ele está? Já não estava mais a seu lado, então ela percebe que foi tudo um sonho. Ele não passou a noite com ela, nem a carregou pelo colo, nem tirou sua roupa...
E Ele parou de procura-la e vigia-la. Só continuaria na tentativa se naquela segunda feira ela tivesse olhado Ele com a mesma intensidade e desejo como Ele olhou pra ela. Ela não demonstrou nada disso, mas no fundo, no fundo... ela queria Ele.
E assim, ela voltou a sua rotina normal. Sua herança era tão grande que não precisaria mais viver como advogada.
Voltou a adolescência. Depois daquele sonho, ficou com tanta vontade de tê-lo, que começou a doar seu corpo novamente, pra ver se acharia um corpo que a satisfaria tanto, quanto aquele.
Sua Mãe continuava dançando atrás do sofá, e isso nem a incomodava mais, e a noite, já nem ouvia mais o barulho das panelas. Percebia que agora sim estava sozinha.
Se ela tivesse olhado e demonstrado toda sua paixão por ele, estariam juntos agora, e toda aquela noite de sonho se tornaria real. Mas não... as pessoas não demonstram. São tão frias com si mesmas, esquecem de se dar outra oportunidade, não enxergam o obvio que está a sua frente, desprezam os que mais amam-as, e acabam sozinhas no mundo.
E paz... paz era tudo que ela queria agora.
A cozinha era uma bagunça, tudo na casa era. Então quando Ele descobriu que seus pais atormentavam-a, ele retornava mesmo assim, mesmo quando subia ao andar de cima e o Pai dela tentava impedi-lo de subir, que era onde havia ainda mais barulho de panelas, que não deixava ela dormir. Mas Ele era esperto, sabia que ao acordar ela tomaria seu calmante. Ele dopava-a. Ela dormia num sono profundo, e assim, Ele poderia aproveitar-se dela, tocá-la quando bem quisesse, acariciava seu rosto, sentia seu cheiro, passava a mão nas partes íntimas, pensava em abusa-la sexualmente mas não o fez. A essa altura, Ele era quase doentil, ou totalmente, não se sabe.
Mas sabe aquela segunda feira fria em que ela acordou e foi à rua? Ele resolveu segui-lá, como sempre. Mas dessa vez, pra falar com ela.
Foi correndo na direção dela, puxou-a pelo braço, e olhou fixamente dentro do olhos.
E disse: - Bom dia, minha flor.
E a entregou uma flor.
Ela sem reação, respondeu seu bom dia, aceitou a flor e continuou andando, em passos lentos, olhando para trás e vendo ele ficar cada vez mais distante.
Lembra-se então que era Ele, ficou incomodada com aquilo. Foi correndo pra casa, e só ela sabe o quanto desejou-o ali com ela, entrelaçados naquele colchão solitário.
Ele entra em casa com ela, carregando-a no colo, depois de uns bons drinks. Ela gargalha alto, tropeça em algumas panelas, gargalha de novo, Ele só observava. Levou-a para o andar de cima, ela estava com cede, cede dele, cede do corpo dele, ansiava pelo sexo dele, só pensava em jogá-lo na cama e fazer o que bem quisesse. E assim o fez. Beijou-o loucamente antes de caírem no colchão, tiraram as roupas com pressa, como se o mundo pudesse acabar naquele momento. Fizeram carícias, beijaram-se prolongadamente, e depois... depois vocês já bem sabem...
Os lençóis ficaram molhados, de suor. Ela acorda ofegante, e Ele? Onde ele está? Já não estava mais a seu lado, então ela percebe que foi tudo um sonho. Ele não passou a noite com ela, nem a carregou pelo colo, nem tirou sua roupa...
E Ele parou de procura-la e vigia-la. Só continuaria na tentativa se naquela segunda feira ela tivesse olhado Ele com a mesma intensidade e desejo como Ele olhou pra ela. Ela não demonstrou nada disso, mas no fundo, no fundo... ela queria Ele.
E assim, ela voltou a sua rotina normal. Sua herança era tão grande que não precisaria mais viver como advogada.
Voltou a adolescência. Depois daquele sonho, ficou com tanta vontade de tê-lo, que começou a doar seu corpo novamente, pra ver se acharia um corpo que a satisfaria tanto, quanto aquele.
Sua Mãe continuava dançando atrás do sofá, e isso nem a incomodava mais, e a noite, já nem ouvia mais o barulho das panelas. Percebia que agora sim estava sozinha.
Se ela tivesse olhado e demonstrado toda sua paixão por ele, estariam juntos agora, e toda aquela noite de sonho se tornaria real. Mas não... as pessoas não demonstram. São tão frias com si mesmas, esquecem de se dar outra oportunidade, não enxergam o obvio que está a sua frente, desprezam os que mais amam-as, e acabam sozinhas no mundo.
E paz... paz era tudo que ela queria agora.
Dormiu até a próxima segunda feira. Mas aquela outra segunda feira foi diferente. Nada de roupão, nada de maço de cigarros, só o all star acompanhara. Soltou os cabelos, pôs um sorriso, e foi ao mundo, mesmo com a dor, a dor da perda, a dor... bom, tantas outras dores por aí, mas ela sorriu, isso que importa, mesmo escondendo tudo dentro dela, agora conseguiria sorrir.



Comentários
Postar um comentário