Minha voz tá muda, a cada dia mais. A cada dia eu perco o gosto de falar, talvez por não ser bem ouvida, talvez pelas pessoas tomarem conhecimento e o jogarem fora, talvez por medo, ou talvez só por não querer falar mesmo, e guardar tudo pra mim, aprender sozinha e não dividir com ninguém, o que eu acho muito melhor. Ando cada vez mais individualista, embora acho isso péssimo. E tem sido a escrita, a escrita que me descreve cada vez mais, que me expresso cada vez mais, exatamente da forma que queria. Pois com a minha voz... com a minha voz meu ato de expressar soa pouco, mas somente com a escrita digo tudo que queria dizer, tudo que queria compartilhar, a voz não me deixa falar tudo. Não sei o que seria de mim sem essa habilidade na escrita.
É como se eu só ganhasse vida escrevendo, e é como se não fosse eu também. Claro que sinto vontade de elevar a voz e falar, mas não sai, não consigo mais.
E como li por aí, "não é eu que sou antissocial, são as pessoas que são idiotas", e é quase por aí...
As pessoas tem se mostrado cada vez menos interessante que não dá vontade de conversar com ninguém, assim como também não me devem achar interessante, serei só mais uma, da mesma forma que serão pra mim. Até me cativarem (como diz o vídeo no post abaixo), porque se cativarem, tornam-se únicas e aí já não dá mais pra deixar ir embora. Mas tem aquelas que vão embora, sim. Umas e outras sempre irão te deixar, talvez por isso tenho ficado assim também, elas sempre prometem ficar do teu lado, mas nem sempre cumprem.
E as pessoas andam opacas.
Num dia desses, em uma conversa com minha irmã, ela disse: "nunca vi você conviver com pessoas e não falar com elas". Parando pra pensar, era verdade... já fui tão mais comunicativa. Mas por exemplo, não dá pra existir um diálogo construtor com uma pessoa que acredita em tudo que se fala na TV, que está alienado àquele mundo, e não se abre pra nenhuma outra coisa. Até pessoas manipulam facilmente. Você sai na rua e percebe que as pessoas deixaram a educação em casa, e eu acabei deixando a minha também. Você percebe que não pode ter opinião diferente porque vão falar de você, mas se você não falar, também falarão. Um xingamento, por exemplo, é muito mais ouvido do que um "com licença". E é por esse rumo que as coisas andam.
Eu achei que tinha me adaptado a esse mundo, - onde todos são iguais (e não são), até saber da existência de pessoas, por mínimas que sejam, que também acham que não somos iguais, e que também acham que a Constituição não é posta em prática, só existe, como a maioria das pessoas - até que, em uma conversa com Murilo, ele me disse: "gostei da evolução, passou daquela menininha que sempre me pedia ajuda, pra uma mulher que resolve as tretas dos outros, aliás, se nós não evoluirmos por conta própria, a vida nos obriga a evoluir". Não sei se poderia chamar de 'evolução', mas com os acontecimentos, a gente cresce, e eu acho que é isso, crescimento, e o curioso é que até as pessoas percebem.
É como se eu só ganhasse vida escrevendo, e é como se não fosse eu também. Claro que sinto vontade de elevar a voz e falar, mas não sai, não consigo mais.
E como li por aí, "não é eu que sou antissocial, são as pessoas que são idiotas", e é quase por aí...
As pessoas tem se mostrado cada vez menos interessante que não dá vontade de conversar com ninguém, assim como também não me devem achar interessante, serei só mais uma, da mesma forma que serão pra mim. Até me cativarem (como diz o vídeo no post abaixo), porque se cativarem, tornam-se únicas e aí já não dá mais pra deixar ir embora. Mas tem aquelas que vão embora, sim. Umas e outras sempre irão te deixar, talvez por isso tenho ficado assim também, elas sempre prometem ficar do teu lado, mas nem sempre cumprem.
E as pessoas andam opacas.
Num dia desses, em uma conversa com minha irmã, ela disse: "nunca vi você conviver com pessoas e não falar com elas". Parando pra pensar, era verdade... já fui tão mais comunicativa. Mas por exemplo, não dá pra existir um diálogo construtor com uma pessoa que acredita em tudo que se fala na TV, que está alienado àquele mundo, e não se abre pra nenhuma outra coisa. Até pessoas manipulam facilmente. Você sai na rua e percebe que as pessoas deixaram a educação em casa, e eu acabei deixando a minha também. Você percebe que não pode ter opinião diferente porque vão falar de você, mas se você não falar, também falarão. Um xingamento, por exemplo, é muito mais ouvido do que um "com licença". E é por esse rumo que as coisas andam.
Eu achei que tinha me adaptado a esse mundo, - onde todos são iguais (e não são), até saber da existência de pessoas, por mínimas que sejam, que também acham que não somos iguais, e que também acham que a Constituição não é posta em prática, só existe, como a maioria das pessoas - até que, em uma conversa com Murilo, ele me disse: "gostei da evolução, passou daquela menininha que sempre me pedia ajuda, pra uma mulher que resolve as tretas dos outros, aliás, se nós não evoluirmos por conta própria, a vida nos obriga a evoluir". Não sei se poderia chamar de 'evolução', mas com os acontecimentos, a gente cresce, e eu acho que é isso, crescimento, e o curioso é que até as pessoas percebem.

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