Albardão pra quem não conhece, não é nome de pessoa. Mas seu eu tivesse um cachorro eu colocaria o nome de Albardão, seria legal e minha família riria muito com isso, principalmente minha prima, que mora no Albardão.
Albardão é o lugar mais feio que já fui e continuarei indo, e quando eu era criança eu gostava de brincar no Albardão, porque lá tinha as galinhas da tia, e pra cada galinha a gente colocava o nome de uma tia.
Albardão me lembra galinhas e minha prima. Ao entrar nesse bairro, o primeiro cheiro que tu sente e te acompanha durante a viajem é o cheiro das galinhas, mas pra quem tá acostumado (tipo eu) nem sente mais o cheiro delas.
Mas enfim, eu não gosto de ir pro Albardão quando minha prima não está em casa, porque é um tédio só, - é uma loucura morar lá, é uma parte isolada do mundo, é um cantinho só - e tudo piora quando ela não está em casa, porque eu fico sem fazer nada, sem ter com quem conversar, porque só tem conversa de velho.
A minha tia que mora lá não parece ser da idade contemporânea, as pessoas são totalmente diferentes. E meu Pai tem cara de Albardão, porque ele passou a infância toda lá.
Eu não sei porque to falando do Albardão, as vezes aquele lugar parece coisa de filme, filme colombiano. Meu tio tem um bar, e acho que é o único bar do Albardão. Então quando os caras chegam de moto, me lembra muito filmes colombianos pelos trajes que eles vestem, pelo modo de usar capacete e sem falar da poeira que vem logo atrás da moto, e de como eles levantam o pescoço. Sabe aquela história de "cabelos ao vento"? é mais ou menos assim.
Pra mim, o Albardão é um lugar rural. Não tem mercado, não tem prédios, é uma calmaria só. Claro que pra quem não gosta da cidade lá é o melhor lugar do mundo.
E dificulta muito pra quem não tem carro, ir de ônibus e voltar pra casa de ônibus, lá do Albardão, imagino que deve ser um caos, porque o Paulotur passa exatamente, mais do que depois de uma hora. Então tem que se programar muito antes de ir embora, e cuidado pra não perder o ônibus, se não você atrasa sua vida toda. Um dia ficou eu e minha prima na frente do bar, porque eu queria ver se passava ônibus por lá mesmo, fiquei uma hora sentada naquela calçada, respirando areia, porque quando os carros passam, é poeira pra tudo quanto é lado, e não vi passar nenhum ônibus, mas há uma lenda que diz que o Paulotur passa.
Como é o único bar, em caso de emergência (ou de cachaça), não importa se é mais de 2 da manhã, com o bar fechado, a família dormindo, e mesmo assim os vizinhos batem lá pra comprar alguma coisa. É como se fosse um bar fechado, só que ao mesmo tempo aberto 24 horas. É uma novela. Se bem que dava uma bela duma novela colombiana.
Dizem que se meu Pai se candidatasse a prefeito do Albardão ele ganharia, o que não duvido muito, porque quando ele entra de carro pelo Albardão, ele já abaixa o vidro do carro, coloca a mão pra fora e acena pra todo mundo, berrando aquele famoso "OH", e eu fico controlando os vidros por causa da poeira, quando vejo um carro vindo lá no além, já aviso a todos pra fecharem o vidro.
Tem também os famosos bailes do Sertão, que pra mim é Albardão a mesma coisa. Um dia eu fui num desses e levei minha prima, e não poderia ter sido pior, tava lá de boa com a família, de repente a cadeira que já estava rachada se quebra, e claro, quem caiu da cadeira foi eu. Ri tanto que pareci uma bêbada, aliás, minha sorte que todo mundo tava bêbado e não deu muita importância. Depois desse dia nunca mais apareci lá no Sertão.
Eu queria terminar falando algo de positivo sobre o Albardão, mas não tem.
E o texto terminará sem sentido, assim como o Albardão, onde as pessoas tem cara de bêbado e de sono.
Albardão é o lugar mais feio que já fui e continuarei indo, e quando eu era criança eu gostava de brincar no Albardão, porque lá tinha as galinhas da tia, e pra cada galinha a gente colocava o nome de uma tia.
Albardão me lembra galinhas e minha prima. Ao entrar nesse bairro, o primeiro cheiro que tu sente e te acompanha durante a viajem é o cheiro das galinhas, mas pra quem tá acostumado (tipo eu) nem sente mais o cheiro delas.
Mas enfim, eu não gosto de ir pro Albardão quando minha prima não está em casa, porque é um tédio só, - é uma loucura morar lá, é uma parte isolada do mundo, é um cantinho só - e tudo piora quando ela não está em casa, porque eu fico sem fazer nada, sem ter com quem conversar, porque só tem conversa de velho.
A minha tia que mora lá não parece ser da idade contemporânea, as pessoas são totalmente diferentes. E meu Pai tem cara de Albardão, porque ele passou a infância toda lá.
Eu não sei porque to falando do Albardão, as vezes aquele lugar parece coisa de filme, filme colombiano. Meu tio tem um bar, e acho que é o único bar do Albardão. Então quando os caras chegam de moto, me lembra muito filmes colombianos pelos trajes que eles vestem, pelo modo de usar capacete e sem falar da poeira que vem logo atrás da moto, e de como eles levantam o pescoço. Sabe aquela história de "cabelos ao vento"? é mais ou menos assim.
Pra mim, o Albardão é um lugar rural. Não tem mercado, não tem prédios, é uma calmaria só. Claro que pra quem não gosta da cidade lá é o melhor lugar do mundo.
E dificulta muito pra quem não tem carro, ir de ônibus e voltar pra casa de ônibus, lá do Albardão, imagino que deve ser um caos, porque o Paulotur passa exatamente, mais do que depois de uma hora. Então tem que se programar muito antes de ir embora, e cuidado pra não perder o ônibus, se não você atrasa sua vida toda. Um dia ficou eu e minha prima na frente do bar, porque eu queria ver se passava ônibus por lá mesmo, fiquei uma hora sentada naquela calçada, respirando areia, porque quando os carros passam, é poeira pra tudo quanto é lado, e não vi passar nenhum ônibus, mas há uma lenda que diz que o Paulotur passa.
Como é o único bar, em caso de emergência (ou de cachaça), não importa se é mais de 2 da manhã, com o bar fechado, a família dormindo, e mesmo assim os vizinhos batem lá pra comprar alguma coisa. É como se fosse um bar fechado, só que ao mesmo tempo aberto 24 horas. É uma novela. Se bem que dava uma bela duma novela colombiana.
Dizem que se meu Pai se candidatasse a prefeito do Albardão ele ganharia, o que não duvido muito, porque quando ele entra de carro pelo Albardão, ele já abaixa o vidro do carro, coloca a mão pra fora e acena pra todo mundo, berrando aquele famoso "OH", e eu fico controlando os vidros por causa da poeira, quando vejo um carro vindo lá no além, já aviso a todos pra fecharem o vidro.
Tem também os famosos bailes do Sertão, que pra mim é Albardão a mesma coisa. Um dia eu fui num desses e levei minha prima, e não poderia ter sido pior, tava lá de boa com a família, de repente a cadeira que já estava rachada se quebra, e claro, quem caiu da cadeira foi eu. Ri tanto que pareci uma bêbada, aliás, minha sorte que todo mundo tava bêbado e não deu muita importância. Depois desse dia nunca mais apareci lá no Sertão.
Eu queria terminar falando algo de positivo sobre o Albardão, mas não tem.
E o texto terminará sem sentido, assim como o Albardão, onde as pessoas tem cara de bêbado e de sono.
Esse texto me lembrou da cidade que minha tia mora, eu viajei pra lá nas férias. Em termos de NADA as duas cidades são bem parecidas
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