Pra onde foram será os mendigos da Rua Deodoro?
Rua Deodoro é a rua por onde eu passo quando volto do cursinho, e costumava ter vários mendigos ali, deitados ao lado da Sul Center. Eu passava por eles e observava, não tinha um dia que eu passasse reto, ao contrário, quando me aproximava dali eu diminuía o passo pra poder observá-los melhor.
Uns me olhavam, outros já dormiam, faziam "casinhas" com papelotes de caixas, eram eles dormindo dentro de um quadrado. Uns tinham cobertor, outros não, uns tinham companheiros e dormiam juntos, outros, solitários.
Eu olhava fundo nos olhos dos que me viam e as vezes desviava o olhar para aqueles que já dormiam.
Sentia que cada um tinha uma história pra contar - claro que tinham - pra compartilhar e nos fazer sorrir, ou nos deixar sem palavras diante de cada história; digo isso porque já ouvi histórias de mendigos, contada por outras pessoas. Pessoas que um dia sentaram e conversaram com um deles, e ainda tomaram café, história que meu professor contou por facebook.
Sou uma eterna curiosa pra saber das histórias deles.
Mas não tô falando dos mendigos da "maconha" e tal, tô falando daqueles que mendigam por aí.
Algumas pessoas iam ali as vezes, nas quintas ou sextas-feiras, não me lembro, por volta as 22 horas, eram grupos de estudantes, acho. Senti "inveja" de um estudante daqueles, me desejei estar no lugar dele. Eles distribuiam comida aos mendigos, vinham com um panelão e em dias assim eu via o sorriso estampado no rosto deles, e os que estavam dormindo acordavam. E esse estudante estava de cócoras conversando com um dos mendigos, e eu passei, naquela vontade de ouvir e querer saber a história que o mendigo o contava.
Outro dia eu tava passando e veja só... um mendigo andando de skate, rsrs. Tinha um cara de roupa de marca e tal, ele subia no skate e depois dava pro mendigo fazer também, foi divertido. Aquela noite fiquei parada (de longe) vendo aquela cena. O mendigo por si não gargalhava, mas o sorriso permaneceu um tempão em seu rosto, a todo momento, enquanto brincava no skate.
Agora os mendigos já não estão tão mais ali. Ficaram poucos. E aquele que me olhava já não vejo mais.
Nunca mais vi os mendigos da Rua Deodoro, por onde andam será?
Rua Deodoro é a rua por onde eu passo quando volto do cursinho, e costumava ter vários mendigos ali, deitados ao lado da Sul Center. Eu passava por eles e observava, não tinha um dia que eu passasse reto, ao contrário, quando me aproximava dali eu diminuía o passo pra poder observá-los melhor.
Uns me olhavam, outros já dormiam, faziam "casinhas" com papelotes de caixas, eram eles dormindo dentro de um quadrado. Uns tinham cobertor, outros não, uns tinham companheiros e dormiam juntos, outros, solitários.
Eu olhava fundo nos olhos dos que me viam e as vezes desviava o olhar para aqueles que já dormiam.
Sentia que cada um tinha uma história pra contar - claro que tinham - pra compartilhar e nos fazer sorrir, ou nos deixar sem palavras diante de cada história; digo isso porque já ouvi histórias de mendigos, contada por outras pessoas. Pessoas que um dia sentaram e conversaram com um deles, e ainda tomaram café, história que meu professor contou por facebook.
Sou uma eterna curiosa pra saber das histórias deles.
Mas não tô falando dos mendigos da "maconha" e tal, tô falando daqueles que mendigam por aí.
Algumas pessoas iam ali as vezes, nas quintas ou sextas-feiras, não me lembro, por volta as 22 horas, eram grupos de estudantes, acho. Senti "inveja" de um estudante daqueles, me desejei estar no lugar dele. Eles distribuiam comida aos mendigos, vinham com um panelão e em dias assim eu via o sorriso estampado no rosto deles, e os que estavam dormindo acordavam. E esse estudante estava de cócoras conversando com um dos mendigos, e eu passei, naquela vontade de ouvir e querer saber a história que o mendigo o contava.
Outro dia eu tava passando e veja só... um mendigo andando de skate, rsrs. Tinha um cara de roupa de marca e tal, ele subia no skate e depois dava pro mendigo fazer também, foi divertido. Aquela noite fiquei parada (de longe) vendo aquela cena. O mendigo por si não gargalhava, mas o sorriso permaneceu um tempão em seu rosto, a todo momento, enquanto brincava no skate.
Agora os mendigos já não estão tão mais ali. Ficaram poucos. E aquele que me olhava já não vejo mais.
Nunca mais vi os mendigos da Rua Deodoro, por onde andam será?
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