Queria mandar uma poesia, mas a pessoa não compreenderia.
Queria poder mandar qualquer coisa escrita, expressar meu sentimento por ali - queria que lesse, queria que entendesse. A pessoa não entenderia.
Poderia ela ler mil vezes, ainda assim não sentiria o sentimento que eu senti. Ainda assim não sentiria a força das palavras.
A força da suavidade das minhas palavras.
Gestos são bons, atitudes melhores ainda - é claro! - mas é na escrita que encontro o meu eu, é no meio das palavras que estou, no meio das letras, no meio das frases, escondida por entre esses. Assim que é, e ainda assim não entenderia.
Não entenderia porque não se encontra na arte que é minha, então deixa, deixa que leio por ti, deixa que me emociono por ti.
Deixa que por ti eu faço por mim. Mas nem se eu fizesse por mim você (me) entenderia.
Eu faço por mim pensando em ti, pois certamente não entenderias.
Puta que pariu, acabei de criar uma poesia!
Posso traduzir isso em uma poesia já feita, e o farei logo abaixo.
Queria eu recitar versos e também cantar aos quatro ventos as palavras que brotam dentro de mim, com um só propósito: ser entendida.
Porque o que eu escrevo não sei se alguém entende, o que eu leio, não sei se alguém lê, o que eu vejo, não sei se alguém vê, e é por isso que tenho essa necessidade de expressar o que escrevo, o que leio, o que vejo, por escrito. Por escrito, porque a escrita não se perde, você pode relembrar momentos.
Pudera eu falar e ser entendidapor ti.
Por ti! Porque tu és o que eu tenho!
Queria poder mandar qualquer coisa escrita, expressar meu sentimento por ali - queria que lesse, queria que entendesse. A pessoa não entenderia.
Poderia ela ler mil vezes, ainda assim não sentiria o sentimento que eu senti. Ainda assim não sentiria a força das palavras.
A força da suavidade das minhas palavras.
Gestos são bons, atitudes melhores ainda - é claro! - mas é na escrita que encontro o meu eu, é no meio das palavras que estou, no meio das letras, no meio das frases, escondida por entre esses. Assim que é, e ainda assim não entenderia.
Não entenderia porque não se encontra na arte que é minha, então deixa, deixa que leio por ti, deixa que me emociono por ti.
Deixa que por ti eu faço por mim. Mas nem se eu fizesse por mim você (me) entenderia.
Eu faço por mim pensando em ti, pois certamente não entenderias.
Puta que pariu, acabei de criar uma poesia!
Posso traduzir isso em uma poesia já feita, e o farei logo abaixo.
Queria eu recitar versos e também cantar aos quatro ventos as palavras que brotam dentro de mim, com um só propósito: ser entendida.
Porque o que eu escrevo não sei se alguém entende, o que eu leio, não sei se alguém lê, o que eu vejo, não sei se alguém vê, e é por isso que tenho essa necessidade de expressar o que escrevo, o que leio, o que vejo, por escrito. Por escrito, porque a escrita não se perde, você pode relembrar momentos.
Pudera eu falar e ser entendida
Por ti! Porque tu és o que eu tenho!
“Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo.”
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo.”
| — | Carlos Drummond de Andrade, Inconfesso Desejo |
Comentários
Postar um comentário