Quando eu chorava e ele não me acalentava.
Quando eu chorava e ele apenas olhava, virava as costas e fingia que não era nada.
Quando eu percebi que perdi muita coisa, por culpa minha mesmo.
Pelo bolo que eu nunca fiz à Mãe dele.
Pelo valor que eu não dei,
nem pra mim,
nem pra ele,
nem pra família dele, que no fundo, era a minha também.
Por só perceber isso agora.
Por estar longe pra perceber o quanto se errou.
E por ter raiva disso tudo.
Eu não queria sentir raiva, e sinto.
Talvez de mim, talvez dele, talvez de nós dois.
Pelo valor que ele tá dando à essa segunda chance, coisa que ele nunca me deu,
lugares que ele nunca me levou,
pensamentos que ele jamais mudou.
As coisas que doem são as que ficam com toda força,
ou sem precisar fazer força alguma.
As coisas que doem são aquelas que deixamos passar, e que depois que passa, o tempo nos mostra que passou.
Maldito seja o tempo!
Bendito seja o tempo, também!
Maldito por me mostrar só agora.
Bendito por ser capaz de me fazer esquecer.
Mas as coisas que doem a gente não esquece,
espero que um dia eu esqueça e pare de me culpar por isso.
Quando eu recebi um não.
Quando não era mais ele,
quando eu vi que ele realmente já não existia mais,
não era a mesma pessoa.
Quando tento achar a mesma pessoa pelo qual me apaixonei, mas não encontro-a mais, só a vejo no rosto dele, uma breve lembrança, quase como que um borrão.
As coisas que a gente não esquece, são as coisas que doem,
são as coisas que deixamos passar,
é o tempo que queremos que volte,
e ele não volta. O tempo nunca volta!
Quando percebemos que muita coisa foi esquecida, e não pela parte da gente, mas do outro.
Quando você sabe que não quer, mas que deveria querer,
quando é difícil esquecer.
Quando você percebe que esqueceu, mas do nada lembra de novo, e dói um pouquinho só, mas passa. Passa bem rápido.
Quando lembro das coisas dele, do jeito dele, das manhas, dos abraços, do acordar ao lado, de tudo o que realmente deveria ser esquecido, mas não é tão simples assim.
Quando vejo que ele não era feliz o suficiente e eu errei nisso.
Quando se percebe que o amor de vocês não era forte o bastante.
Quando um laço se desfaz, e você percebe que estava frouxo já ha algum tempo, e ninguém se levantou para apertá-lo novamente.
Ter que esquecer qualquer tipo de coisa e pessoa, dói.
"E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás." Caio Fernando Abreu
Quando eu chorava e ele apenas olhava, virava as costas e fingia que não era nada.
Quando eu percebi que perdi muita coisa, por culpa minha mesmo.
Pelo bolo que eu nunca fiz à Mãe dele.
Pelo valor que eu não dei,
nem pra mim,
nem pra ele,
nem pra família dele, que no fundo, era a minha também.
Por só perceber isso agora.
Por estar longe pra perceber o quanto se errou.
E por ter raiva disso tudo.
Eu não queria sentir raiva, e sinto.
Talvez de mim, talvez dele, talvez de nós dois.
Pelo valor que ele tá dando à essa segunda chance, coisa que ele nunca me deu,
lugares que ele nunca me levou,
pensamentos que ele jamais mudou.
As coisas que doem são as que ficam com toda força,
ou sem precisar fazer força alguma.
As coisas que doem são aquelas que deixamos passar, e que depois que passa, o tempo nos mostra que passou.
Maldito seja o tempo!
Bendito seja o tempo, também!
Maldito por me mostrar só agora.
Bendito por ser capaz de me fazer esquecer.
Mas as coisas que doem a gente não esquece,
espero que um dia eu esqueça e pare de me culpar por isso.
Quando eu recebi um não.
Quando não era mais ele,
quando eu vi que ele realmente já não existia mais,
não era a mesma pessoa.
Quando tento achar a mesma pessoa pelo qual me apaixonei, mas não encontro-a mais, só a vejo no rosto dele, uma breve lembrança, quase como que um borrão.
As coisas que a gente não esquece, são as coisas que doem,
são as coisas que deixamos passar,
é o tempo que queremos que volte,
e ele não volta. O tempo nunca volta!
Quando percebemos que muita coisa foi esquecida, e não pela parte da gente, mas do outro.
Quando você sabe que não quer, mas que deveria querer,
quando é difícil esquecer.
Quando você percebe que esqueceu, mas do nada lembra de novo, e dói um pouquinho só, mas passa. Passa bem rápido.
Quando lembro das coisas dele, do jeito dele, das manhas, dos abraços, do acordar ao lado, de tudo o que realmente deveria ser esquecido, mas não é tão simples assim.
Quando vejo que ele não era feliz o suficiente e eu errei nisso.
Quando se percebe que o amor de vocês não era forte o bastante.
Quando um laço se desfaz, e você percebe que estava frouxo já ha algum tempo, e ninguém se levantou para apertá-lo novamente.
Ter que esquecer qualquer tipo de coisa e pessoa, dói.
"E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás." Caio Fernando Abreu
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