
Da poesia eu te uso, beija-flor,
com teu bico suga essa água do meu coração que é todo torpor.
Pra ti escolho a mais bela flor.
Venha com suas asas coloridas,
da cor da liberdade,
com movimentos contínuos,
pousa em meu ombro,
cante alguma coisa,
não me faça lembrar sobre saudade.
Beija-flor,
leva embora essa minha dor.
Diz que o caminho é incerto,
mas contínuo.
Diz que o movimento brusco das folhas,
que o vento gelado que faz lá fora
é pra levar tudo do ruim.
E pra tudo de ruim nunca mais voltar.
Assim decoro pra ti o bebedouro mais lindo,
com a flor cor de violeta que mais gostas.
Queria eu ser beija-flor como tu,
ser doce como tu.
Sim, porque quem toma água com açúcar
somente beija-flor pode ser.
Quem do néctar vive não pode esmaecer.
E esmaecer já não me pertence mais, e já faz um tempo.
Beija-flor, traga a sua família,
ilumine meu dia ao som de Ana Carolina,
me diz que hoje nada vai estragar meu dia!
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