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2015.

Eu não tenho muito o que falar desse ano,
que não foi muito bom em vários aspectos,
ao menos eu não perdi ninguém,
ao contrário, só ganhei,
não teve nenhuma realização pessoal,
mas eu tive o amor,
e eu trocaria tudo só pra viver de novo esse mesmo amor,
do jeitinho que o amor é e tem que ser.

Talvez por tudo ter dado errado é que tudo deu tão certo.

O amor que 2015 me trouxe,
foi o mais sincero que eu já degustei.

Porque eu não encontrei abrigo melhor do que o peito dele,
porque eu troquei o aconchego do meu quarto pelo quarto dele.
Porque o amor que veio eu não quero que saia nunca.
Essa troca imensa de carinho, respeito, aceitação,
fez o meu ano valer a pena.
E toda essa reciprocidade é o que me deixa sem palavras bem agora.

Eu nunca senti e nem vivi alto tão recíproco.
E tenho certeza que é isso que faz as coisas darem muito certo: a reciprocidade.
Correspondência mútua.

Minhas gargalhadas ecoaram diversas e diversas vezes
junto com as dele.
Meu sorriso com o dele: era nós, era pra ser.

2016 foi o ano da poesia,
porque eu não sei mais escrever se não de forma poética,
se não em versos.
Porque nos versos tem as minhas entrelinhas,
onde eu nunca digo o que eu realmente quero.

A Filosofia,
continua sendo o amor mais que platônico da minha vida,
a fonte de prazer inacabável,
continua sendo o caminho que eu quero pra mim,
o rumo que eu continuo tomando,
a que me faz ser alguém.
A Filosofia é aquele livro que eu leio e nunca me canso,
é aquela pessoa que bate na minha porta de casa
e ainda pede permissão pra entrar,
mesmo não precisando.

Eu.
Eu mudei muito interiormente.
Eu fiz coisas que antes eu nunca faria
ou que nunca tinha feito,
e me senti corajosa por isso.
Eu disse coisas e agi de certos modos que eu não me reconheci.
Mas acima de tudo eu amadureci.
E eu amei.
E eu não tive medo das consequências.
E eu tentei solucionar vários problemas
que não se solucionaram,
mas que eu não me arrependo.
Ainda tem em mim alguns detalhes que nunca mudam,
acredito eu que nem precisa.
E eu tentei diversas vezes e não desisti.
Eu amadureci tanto que as pessoas imaturas
me viam e diziam "quão inocente",
"quão tola", "quão irresponsável".
Mas eu me orgulhei de mim!

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