não há de passar o tempo
onde o tempo não é morada
e se te amo é porque já nasceram
as flores
[e há um pássaro que canta sempre]
e se te amo é porque nada mais
conheço senão os teus olhos
[e há um pássaro que canta sempre]
e se te amo é porque já fui rasa
e chão
e tão superfície como superfície
é a vontade de tocar aquilo que
só me custa um passo
e se te amo é porque não sei mais
tirar-me disto, e se soubesse beberia
seu esquecimento
e o pássaro continua cantando
porque é assim que funciona o amor:
mesmo que morra um pássaro
os outros voam em refrão
juntos e minúsculos
bobos e despercebidos
então é assim que te amo:
como quem planta uma flor para cada
dia de vida
para esperar sua morte fazendo nascer
outras mortes.
(P.F. Filipini)
onde o tempo não é morada
e se te amo é porque já nasceram
as flores
[e há um pássaro que canta sempre]
e se te amo é porque nada mais
conheço senão os teus olhos
[e há um pássaro que canta sempre]
e se te amo é porque já fui rasa
e chão
e tão superfície como superfície
é a vontade de tocar aquilo que
só me custa um passo
e se te amo é porque não sei mais
tirar-me disto, e se soubesse beberia
seu esquecimento
e o pássaro continua cantando
porque é assim que funciona o amor:
mesmo que morra um pássaro
os outros voam em refrão
juntos e minúsculos
bobos e despercebidos
então é assim que te amo:
como quem planta uma flor para cada
dia de vida
para esperar sua morte fazendo nascer
outras mortes.
(P.F. Filipini)
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