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"A felicidade desperta mais inveja do que a riqueza".

  Achei um textinho por aí, que quando eu li, me identifiquei bastante e queria compartilhar com vocês.
  Até porque quem me conhece, sabe o quanto eu gosto de ficar quieta no meu canto e esse "quieta" é confundido diversas vezes com um "você está triste?", só que às vezes eu tô feliz demais, pro mundo saber. Ninguém precisa saber e ninguém quer saber! 
  Então eu permaneço quietinha depois de um dia maravilhoso, e depois de um final de semana incrível. Os interessados em saber sempre me perguntarão, e é pros "desinteressados" que o meu silêncio existe. A gente tem que aprender que não se deve contar felicidade à todos, e nem ficar magoado quando as pessoas não querem saber, ninguém é obrigada a querer saber, cabe a nós aprender e a guardarmos todos os momentos incríveis dentro de nós, para que ninguém tente abalar esses momentos, para que ninguém se sinta "fraco" diante da felicidade de outrém.
  Eis aqui o texto:


  Tia Palma tinha razão. Expôr a felicidade é vaidade. 
  Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz? É preciso expôr para validar?
  Com o tempo a gente aprende: A alegria incomoda. (E como aprende! E como incomoda!)
  E desperta desejos. Sempre haverá alguém querendo experimentar um pouquinho do seu "arroz" esse, que você valoriza tanto.
  Não é pecado ser feliz. Não há nada de errado em irradiar alegria. 
  O perigo é usar isso para alimentar o ego.
  Felicidade e ego não combinam, e é aí que muita gente se dá mal.
  Felicidade é benção.
 O "arroz" é benção. Mas quando você se engana colocando-o num pedestal e se infla por possuí-lo, ele deixa de ser dádiva.
  É fácil vestir um personagem e mostrar a perfeição, mas aprendi que quem tem certeza de que é possuidor de riquezas não fica mostrando por aí. 
 Preste atenção à sua volta!!! Você não precisa de bajuladores, de um milhão de amigos que reafirmem quem você é.
  O importante é ter poucos e bons afetos, aquela turminha que sabe do seu sabor, de suas lutas diárias e vitórias merecidas.
  Gosto de gente sem agrotóxico. Que não tem vergonha de sua casca “mais ou menos” e se perdoa pelas pragas. Que não tem medo de expôr suas fragilidades do mesmo modo que se vangloria de suas virtudes. Gente que não se infla para parecer maior do que é. Gente que se humaniza e se aproxima de mim. Que não faz alarde de sua felicidade, mas valoriza o que vale a pena.

Retirado de: A soma de todos os afetos.

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